Don’t Know Why

27 06 2008

Don’t know why

I waited ’til I saw the sun
I don’t know why I didn’t come
I left you by the house of fun
I don’t know why I didn’t come (2x)

When I saw the break of the day
I wished that I could fly away
Instead of kneeling in the sand
Catching teardrops in my hand

My heart is drenched in wine
But you’ll be on my mind
Forever

Out across the endless sea
I would die in ecstasy
But I’ll be a bag of bones
Driving down the road along

My heart is drenched in wine
But you’ll be on my mind
Forever

Something has to make you run
I don’t know why I didn’t come
I feel as empty as a drum
I don’t know why I didn’t come





Dez Mais Um Amor

24 06 2008

Terça-feira começando… nada melhor que: boa música…

Simplismente dispensa comentários!





Domingo de sol

23 06 2008

Perfeito domingo de sol… ao longe podia ouvir o som dos pássaros, grilos, galinhas e cachorros… naquele momento me bateu uma imensa saudade da minha infância e veio em minha mente a “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, foi exatamente aquele sentimento:

“Não permita Deus que eu morra,
 Sem que eu volte para lá;
 Sem que desfrute os primores
 Que não encontro por cá;
 Sem qu’inda aviste as palmeiras,
 Onde canta o Sabiá.”

E estar ali em meio ao meu passado, foi maravilhoso, passear de mãos dadas com meu pai até um riacho próximo, com cachorros e crianças correndo à frente, naquele caminho entre arbustos onde a poeira subia devida a tanta correria.

Ah como foi bom por um domingo sair do exílio da cidade, de carros e buzinas…

No som uma canção dançante, no canto da área carne sendo assada, crianças pelo quintal, os sons se misturavam… e eu ali, observava tudo com cautela, queria guardar aqueles momentos dentro de mim, tudo aquilo era tão precioso e ao mesmo tempo perecível, não podia simplesmente ser mais um domingo… e não foi! Não para mim.

Naquele momento pude perceber o valor de estar ali, com aquelas pessoas que são tão importantes em minha vida, pude perceber que as vezes sou displicente com elas, por tê-las não dou a atenção que merecem, aí o tempo vai passando… quando vejo: perdi fases, momentos…

As horas vão passando e o domingo também, vou embora com uma infinidade de sentimentos bons dentro de mim, já sentindo saudade… mais uma vez indo ao exílio, pra longe daquela simplicidade, de meu passado, da minha infância que foi tão viva… naquele domingo de sol…

Luênia Guedes

 





Saudade é não saber…

20 06 2008

“Em alguma outra vida,
devemos ter feito algo de muito grave,
Para sentirmos tanta saudade…
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé , doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe,
Saudade de uma cachoeira da infância,
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais,
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu,
Saudade de uma cidade,
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem estas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar no quarto e ela na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela pra faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada,
Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet,
A encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua detestando McDonalds,
Se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia
E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler.”

>Miguel Falabela

 

Concordo totalamente com o Miguel… acho que a maior parte de nossa vida a gente passa sentindo saudade de alguma coisa…aff





Marte x Vênus

19 06 2008

Para alegrar o dia nada melhor que o humor de Veríssimo…

MARTE x VÊNUSNunca tinha entendido por que as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
Nunca tinha entendido tudo isso de Marte e Vênus. E nunca tinha entendido por que
os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, e nesse momento, ela fala:

“Acho que agora não quero, só quero que você me abrace”.

Eu falei: “O QUEEEEEE??????”

Ela falou: “Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher”.

Comecei a pensar onde podia ter falhado.
No final, assumi que naquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.
No dia seguinte fomos a um grande hipermercado, com muitas lojas dentro dele.
Dei uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três.
Então ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, de onde saiu com uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!
Deveria estar pensando que fiquei louco, agora penso que estava me testando quando pediu também uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.
Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim.
Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso; Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou: “Vamos passar no caixa para pagar” , tive dificuldade para me
segurar ao falar com ela:

“Não, meu bem, acho que agora não quero comprar tudo isso”.

Ela ficou pálida. Ainda falei:

“Só quero que você me abrace”.

No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei:

“Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras como homem..”

Acredito que o sexo acabou para mim até o natal de 2008…

>Luis Fernando Veríssimo 





Travessia

17 06 2008

Nunca imaginei que o aprendizado fosse um processo tão doloroso… nos últimos momentos tenho aprendido tanto… e nunca foi tão difícil… eu aprendi que certas coisas a gente tem que passar sozinho, e que ter os amigos conosco, nos momentos difíceis, é fundamental… aprendi que quando saímos de um relacionamento não podemos transferir todas as nossas expectativas para o posterior, pois poderemos nos frustrar, e aí a sensação será de ter andado em círculo, de ter pego o mesmo caminho e caído no mesmo lugar…
Aprendi que se apaixonar é inevitável e pode acontecer a qualquer instante, esperar uma paixão é que é difícil. Aprendi que ser sincero é fundamental, mas as vezes pode ter um alto preço, mas mesmo assim, devo ser fiel aos meus sentimentos, mas sem deixar que eles me façam de refém…
É, o aprendizado é um processo doloroso, mas é nesse processo que percebo que sou a pessoa mais importante desse mundo, e por mais que pareça difícil tenho que encontrar a felicidade dentro de mim, e não estou falando de egocentrismo, estou falando de amor-próprio… de estar sozinho e bem! Ah mas até chegar nesse nível, a gente passa por maus bocados, mas quando passa a gente amadurece, se ama, e vê que a felicidade é um sentimento fundado no simples. Depois desse processo a gente percebe que num relacionamento a gente deve acrescentar… eu comparo a uma construção, a base, o que deixa aquele belo prédio de pé, essa é de responsabilidade individual, se a base não for estruturada, não irá suportar o belo prédio…
Numa busca desenfreada pela felicidade a gente, às vezes, passa o carro na frente dos bois, e ainda achamos que estamos fazendo sacrifícios, quando na verdade não passam de sacrilégios desnecessários… e falar sobre tudo isso parece simples, mas quando estamos na situação vemos o quanto é difícil… e nela, pensamos: “isso nunca vai passar…” mas aí devemos lembrar que tudo passa, que nada é definitivo… ah e que o tempo nos prega cada peça… e não sei devo falar o acaso ou destino, mas esses dois também…nos preparam tantas surpresas.
Essa coisa de tempo é muito engraçada, a gente costuma dizer que o tempo cura qualquer ferida, quando na verdade ele simplesmente passa, e somos nós mesmos que encontramos a estratégia mais adequada para superar o fato.
Só sei que depois de um tempo (indeterminado), a gente olha tudo com mais maturidade, e o que a gente aprende levamos pra sempre conosco.
Hoje descobri uma palavra que exprime toda essa busca: ATARAXIA.
Que nada mais é que: Paz e imperturbabilidade de espírito, ausência de ansiedade, tranquilidade, felicidade derivada da virtude, a experiência do ótimo, a qual leva ao prazer natural.
Luênia Guedes





É TEMPO DE TRAVESSIA…

11 06 2008

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Fernando Pessoa





Não sei quantas almas tenho

9 06 2008

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem  alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo :  “Fui  eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.

 

Fernando Pessoa

 

 





Essa tal felicidade

9 06 2008

 

É estranho dizer isso, mas, acho que a felicidade assusta… não vejo outra explicação, se não essa!

E isso me entristece… pra que tanto medo? Covardia! chega a ser ignorância ( pra não falar burrice)… Pensando nisso tudo, cheguei a uma conclusão, somos acostumados com o CAOS. Pior! somos viciados, e se por algum instante percebermos que a felicidade vai chegar, nós fugimos dela…

São milhares de murmúrios pela falta dessa tal felicidade, e a essa sensação é de estarmos indo em direções opostas…

Humanos… e essa mania de jogar, pra que complicar tudo? Pra que fingir que não quer..se na verdade quer, que não é…se é! e isso vicia, como qualquer outro jogo, depois que você começa não consegue mais parar, até perder tudo! O grande problema dos jogos é esse: sempre tem um perdedor…

Ah e essa mania de mentir, de mentir pra tudo, por habito, precaução, mentir pra si mesmo…

Luênia Guedes





Bem que se quis..

6 06 2008